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Crianças criam projeto visando a luta contra a violência e a ampliação do diálogo

Alunos do 4º ano do Ensino Fundamental - do Colégio Marista Arquidiocesano - um dos mais tradicionais da capital paulista, apresentam o projeto “Acalanto – Dialogar é construir pontes”. O trabalho faz parte do desenvolvimento do Projeto de Intervenção Social (PIS) da turma, uma prática pedagógica Marista que promove o diálogo e o protagonismo, permitindo entender as necessidades humanas e sociais, questioná-las e traçar caminhos para enfrentar as problematizações contemporâneas. A iniciativa é orientada pela coordenadora pedagógica Lilian Gramorelli e conduzida pela professora Michele Assunção Rodrigues.

As discussões foram iniciadas abordando o tema “Qual é a sua luta?". Na ocasião, os alunos trataram sobre as datas comemorativas: Dia dos Povos Indígenas e Tiradentes. Durante as reflexões, foram mencionadas as lutas dos líderes indígenas por melhores condições de vida e pelo respeito à sua cultura.



Crédito: divulgação

“Também abordamos os motivos que levaram Tiradentes a lutar contra os impostos abusivos. Além disso, falamos sobre as lutas de grandes líderes como Mahatma Gandhi, o Papa Francisco e Marcelino Champagnat, fundador do nosso colégio”, explica a docente Michele Assunção Rodrigues.

Os estudantes também foram convidados a participar de algumas vivências, nas quais trataram sobre as situações espinhosas do dia a dia. Após discussões e reflexões, foi definido o objetivo do projeto: lutar contra a violência e a favor do diálogo amoroso e da fraternidade. Com isso, a frase “Seja a mudança que você quer ver no mundo”, tornou-se o lema da atividade.

“Além disso, propusemos a construção de um boneco para que os estudantes pudessem treinar o papel de cuidador. O objetivo do trabalho com bonecos é desenvolver o senso de responsabilidade, autonomia e cuidado mútuo de forma lúdica”, esclarece a professora.

Após algumas ideias compartilhadas pelas crianças, a turma percebeu que precisaria aprender mais sobre valores e sobre convivência. Criaram então, o “Cantinho da Paz”, como uma forma de acalmar os corações e encontrar acalanto sempre que necessário.

“O foco do nosso trabalho está na construção do diálogo amoroso e da fraternidade. Pensando no desenvolvimento de seres humanos fraternos, a turma demonstrou grande interesse pelos cuidados com os animais, por isso, além de dialogar sobre os valores que nos formam, direcionamos nossas pesquisas a este tema específico”, revela a professora Michele.

Protegidos da Mari

No mês de novembro, os alunos receberam a responsável pelo projeto “Protegidos da Mari”, Mariana Maldonado. Na ocasião, ela contou detalhes sobre seu trabalho com resgate de animais abandonados. Desde janeiro de 2017 até agora, foram resgatados quase 400 animais; ela criou uma rede de apoio para cuidar e dar suporte aos pets até que sejam adotados.

Após conhecer o projeto “Protegidos da Mari”, as crianças foram convidadas a narrar a história de alguns cães que aguardam por um lar, além disso, foi realizada uma campanha de doações.

“Acreditamos que com o desenvolvimento desse projeto, os estudantes estão tendo a oportunidade de ampliar seus conhecimentos, além de desenvolver um olhar cuidadoso diante das questões sociais que os circundam. O desenvolvimento de habilidades como argumentação, comunicação, empatia e cooperação destacam-se nesse processo”, finaliza a professora Michele Assunção Rodrigues.

Os interessados em conhecer e acompanhar o trabalho sobre resgate de animais abandonados podem visitar o perfil @protegidosdamari, no Instagram.


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