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Somzeira: "Dom Salvador Trio" traz duas gerações do samba-jazz em novo disco

Atualizado: 4 de jan. de 2023


arte: divulgação


Uma ponte entre duas gerações do samba-jazz. Assim é Samborium, disco de Dom Salvador Trio, grupo formado pelo pianista e um dos precursores do samba-jazz, Dom Salvador, ao lado do baixista Gili Lopes e do baterista Graciliano Zambonin, também brasileiros e residentes em Nova Iorque. Esse trabalho acaba de chegar às plataformas digitais e em fevereiro de 2023, será lançando em vinil aqui no Brasil e em seguida, nos Estados Unidos.


O álbum traz composições de Dom e também de Thelonius Monk e Billy Strayhorn, explorando uma forma mais livre de tocar o samba- jazz apresentando a evolução desse estilo e as influências que Dom adquiriu com o passar do tempo. Ao mesmo tempo, conecta com elementos originais do gênero criado nos anos 60, estabelecendo um elo de ligação entre esses dois mundos.


“Um disco que une uma leitura amadurecida de um samba-jazz solto e com muitas influências de suas andanças pelo mundo, com a sonoridade tradicional de uma época da música brasileira onde Dom se reencontra com suas origens”, aponta Gili Lopes. Salvador da Silva Filho, o Dom Salvador, nascido em 1938 em Rio Claro, interior de São Paulo, é instrumentista, compositor e arranjador.


Com formação clássica no piano, foi um dos primeiros a unir o samba ao jazz, e assim, integrou o Rio 65 Trio, com o baterista Edison Machado e o baixista Sergio Barrozo, lançando dois discos. Ao lado de outros músicos negros, em 1970, formou o grupo Abolição, que influenciou o surgimento de um forte movimento da música negra no Brasil. Mais tarde, alguns integrantes formariam a Banda Black Rio. Com 65 anos de carreira como músico, Dom vive em Nova Iorque desde 1973.


Nascido em 1983 em São Lourenço do Sul (RS), Gili Lopes estudou musica em Londres e Berlim e atua como contrabaixista no circuito de jazz de Nova Iorque, onde reside. Já tocou ao lado de músicos como John Crawford, Duduka Da Fonseca, Marcos Valle, Gregory Generet, Fred D'Oelsnitz, Noe Reinhardt, Misha Piatigorsky, Nicholas Folmer e Heidi Vogel. Ao longo dos anos se apresentou em 28 países em locais como Queen Elizabeth Hall, London Jazz Festival, Seoul International Jazz Festival, Jazz a Juan, Festival A to Z na Bulgária, Nice Jazz Festival, SummerStage no Central Park, Frederic Chopin Philharmonic, Sono Centrum Brno, Casino Estoril em Portugal , Jazz no Lincoln Center, entre outros.


O baterista Graciliano Zambonin, nascido no Paraná, é residente em Nova Iorque e além de professor, tem uma importante atuação na cena do jazz brasileiro nos Estados Unidos, participando de mais de 30 álbuns.

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